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Dias de Outono

E os outros também

Dias de Outono

Não há machado que corte...

06.05.22 | Maria Soares

 

Passadiços do Paiva / Trimetrica | ArchDaily Brasil

Todos os passadiços do país são uma obra bela, útil e um interessante trabalho que facilita o acesso ao anterior inacessível, para quem pode transpor milhares de degraus; caminhar por metros e metros de "recta", para voltar a descer, subir, mudar de direcção.

Passadiços do Paiva eleitos o melhor projeto turístico da Europa


Para quem tenta e ao fim de alguns metros tem de resumir-se ao que pode e ao que já não alcança, não são uma frustração! Porque os olhos voam-nos por toda a parte, ainda que ao perto ou ao longe se descortine pior, ou mais nítida a paisagem, os olhos não param. Sobem, descem, contornam e vão até onde as pernas e os pés jamais conseguirão. 
Quando não, deixemos aos outros aventurar-se e conseguir. Fiquemos a vê-los ir e voltar, ou acompanhe-mo-los por onde e até, se possam acompanhar. Sem pena! 
Penas para quê, se os olhos voam-nos! Se nos faltarem os olhos, ou alguma nitidez neles, sobra-nos o pensamento, outro voador por excelência! Nada impede o pensamento de ir e voltar, vendo "in loco" ou imaginando aquilo que nos relatam. O que nos mostram em foto!
Podemos pesquisar com os dedos sobre os lugares. E, nessa altura... subir, descer, contornar, seguir a direito, transpor... o que muitas das vezes os que lá foram, deixaram por ver!
Ainda assim, os passadiços deste lindo país como tanta obra genial, penalizam quem não pode e queria... ir também. Gente que não tem culpa de não conseguir, mesmo que tente!

… a raiz ao pensamento