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Dias de Outono

Precisaria mais do que um Outono, para contar as suas histórias .

Dias de Outono

Precisaria mais do que um Outono, para contar as suas histórias .

Segunda fase de vacinação. Lá vamos cantando e rindo. Levados, levados, sim...

18.10.20 | Silêncios

 

Como é feito o exorcismo? | Super

 

 

Eis-nos chegados à segunda fase de vacinação. Àquela que dizem que se destina a "todos" os que não preenchiam os requisitos da primeira. Mas... que não é bem assim!  Há tempo eu tinha escrito algo sobre isto. A prever o que já é uma certeza. Não há vacinas para todos!

Se o governo as dirreccionou na sua maioria para os Centros de Saúde obrigando as pessoas a procurá-los, duplicando o caos já existente em lugares exacerbados de trabalho e muitos, sem condições nenhumas para pessoas com algumas limitações de mobilidade, desistirem de lá ir, é maquiavélico. Porque a normalidade será muita gente recorrer às farmácias. perante o pandemónio que estamos a viver.

Já muitos o faziam em tempos idos. Uns iam à Farmácia do bairro, onde "gastaram" sempre. Outros, porque essa mesma farmácia até deslocava um funcionário para administrar a vacina em casa, às pessoas com impedimento físico. Tantos, porque a levavam agora, mas poderiam pagar só no fim do mês. Enfim...

Teremos então, à semelhança da corrida ao papel higiênico, a partir de amanhã, a sangria desatada para arranjar uma vacina! Nem que para isso haja cenas de pugilato e cabelos arrancados. Se chegue ao cúmulo de tentar "contornar" o sistema, para a obter.

Sei de farmácias com reservas desde Agosto, sem capacidade de resposta à longa lista de espera, que exibem. Sei de outras onde existirão "critérios" para administração a quem a solicitar. (Que critérios serão justos, ou eivados de pura injustiça?) Outras ainda sem problema algum, comunicam que, nem pensar! Nesta "leva" não "há pão para malucos". Só em Novembro. Mesmo assim, não dão uma certeza! 

Receio que isto ainda vá dar muito que falar e muita e dispensável confusão. Uma vez que se pretende que as pessoas se mantenham mais recolhidas. Não a deambular por aí, de farmácia, para farmácia, em busca do Graal.

Pergunto ao governo e a quem encomendou as vacinas, que nos juraram suficientes e chegarem no tempo previsto. Andamos a brincar com a saúde do povo, não andamos? Aliás... devemos andar. Com os casos na casa dos 2 mil e muitos, os óbitos a aumentarem; os especialistas a avisarem que se isto continua, atingimos em breve a barreira dos 5 mil por dia (óbitos, nem quero pensar) e as medidas do governo são? Nada, vezes zero! 

A estratégia de marketing é impingirem-nos o Stayaway Covid. Tudo parece centrar-se nisso. Nas proibições de ajuntamentos e "multas" a que ninguém liga! Porque continuam a reunir-se ao molho na via pública. A beber, a desafiar a autoridade e a gozar, os que, deslocando-se para trabalhar com risco da própria vida, os vêm sem máscara... na maior!  

Bravo, Senhores!

Pela Europa fora começam a prevenir-se e muitos a barricar-se, porque as vidas humanas, ainda parecem contar mais que a econonia. Por cá, vai-se "cantando e rindo" porque o Stayaway Covid (fica longe Covid) assusta o vírus.

Basta empunharmos o telemóvel com determinação e exclamarmos, à "laia" de padre exorcista. "Sai! Sai! Vai-te e não voltes mais a este corpo". 

Mas por favor: se tiverem de exorcizar alguém, não ponham a vossa mão na cabeça do desgraçado e façam-no a uma distância considerável. Não vá o Diabo tecê-las!